Assembleia Anual do Cesol promove formação e diálogo sobre produção, regularização, certificação e comercialização na Economia Solidária
Regularizar produtos, buscar certificações e ampliar as possibilidades de comercialização foram alguns dos caminhos discutidos durante a Assembleia Anual de Economia Solidária do Centro Público de Economia Solidária (Cesol) Sudoeste e Médio Sudoeste Baiano. Realizado no dia 24 de setembro, no Auditório do Cesol, em Vitória da Conquista, o encontro reuniu empreendimentos de economia solidária e especialistas em uma programação voltada à formação, ao diálogo e à troca de experiências.
Durante a programação, os participantes acompanharam discussões sobre os processos necessários para regularização dos produtos, os requisitos relacionados à certificação e as possibilidades de inserção em novos mercados. O encontro também abriu espaço para abordar a formalização do artesanato e questões relacionadas à identidade, higiene e à comercialização dos produtos dos empreendimentos.
O coordenador geral do Cesol, Rodrigo Rodrigues, destacou a realização da plenária anual como um momento de encontro e discussão sobre os rumos da Economia Solidária. “É um momento que a gente vai discutir e traçar novos caminhos também para a Economia Solidária em nossos territórios,” disse.
A programação contou com três painéis. O primeiro, “Da Produção à Regularização: o SIM como Caminho”, abordou o papel do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) no processo de regularização dos produtos e nas possibilidades de comercialização. A atividade contou com Amanda Ferraz, agente socioprodutiva do Cesol, e Jacione Silva Bastos, coordenadora do Serviço de Inspeção Municipal (SIM/CIVALERG).
Em seguida, o painel “Certificar para Crescer: Qualidade, Segurança e Novos Mercados” tratou da importância dos processos de certificação e das exigências relacionadas à qualidade e segurança dos produtos. Participaram Luiz Eduardo Ribeiro Pedreira, técnico em Fiscalização Agropecuária da ADAB, e Simone Graça Leite Diniz, analista técnica do Sebrae. O painel foi facilitado por Iago Teixeira, coordenador administrativo do Cesol.
O artesanato também esteve entre os temas centrais da Assembleia. O painel “Artesanato que Gera Oportunidades: Identidade, Formalização e Mercado” discutiu questões relacionadas à identidade dos produtos, formalização dos artesãos e possibilidades de inserção no mercado. A atividade teve participação de Antônio Almeida, coordenador III da Coordenação de Fomento ao Artesanato, e foi facilitada por Isabella Flores, agente socioprodutivo do Cesol.
Claudiane Lina, artesã de Piripá, participou pela primeira vez da Assembleia Anual e destacou a experiência positiva no encontro.“É a minha primeira vez aqui na Assembleia Anual da Economia Solidária do Cesol. Estou apaixonada, estou encantada, inclusive já estou ansiosa para o próximo ano.” Para a artesã, os conteúdos apresentados durante a programação contribuíram para ampliar seus conhecimentos e fortalecer sua atuação. “Trouxe para a gente muito saber, coisas que vão agregar no nosso empreendimento, que vão nos ajudar a crescer como artesãos, principalmente para mim, que trabalho na cultura criativa,” disse.
Além das apresentações, a programação foi encerrada com a “Conversa com o Especialista”, espaço destinado ao atendimento individualizado dos participantes. A atividade permitiu que os empreendimentos apresentassem dúvidas surgidas durante os painéis e recebessem orientações específicas sobre suas demandas.
Na avaliação da Coordenadora de Articulação, Alane Alves, a Assembleia representou um momento importante de encontro com os empreendimentos acompanhados pelo Centro. “Foi um evento muito importante no qual nós plantamos sementes para que os empreendimentos pudessem ter aquele start inicial voltado para a questão da regularização.” Ainda de acordo com a coordenadora o evento serviu como ponto de partida para que os empreendimentos avancem nos processos de regularização.
A Assembleia Anual reforçou o espaço de diálogo entre os empreendimentos e instituições parceiras, reunindo informações técnicas e experiências relacionadas aos processos de produção, regularização, certificação e comercialização na Economia Solidária.


































